ESCOLA SECUNDÁRIA DE ALBERTO SAMPAIO

Notas de Apoio à Disciplina de Sociologia

 

1.2. Tipos de agrupamento

1.2.1. Colectividades estruturadas

1.2.2. Colectividades não estruturadas

 

 

1.2.1. Colectividades estruturadas

 


OS GRUPOS COMO COLECTIVIDADES ESTRUTURADAS

(... a completar...)

 

 


GRUPO PRIMÁRIO

"Os sociólogos, sobretudo os americanos (Cooley e outros), chamam grupo primário a um grupo geralmente espontâneo ou aceite, definido mais por motivações afectivas do que por objectivos utilitários. O grupo familiar, o grupo de vizinhança, os grupos de ócio ou de jogo, são grupos primários. Têm uma dimensão limitada; todos os elementos se conhecem e estabelecem entre si relações directas.

Distinguem-se geralmente duas categorias de grupos primários:

a) Os grupos naturais em que nos achamos sem o termos directamente procurado ou querido: está neste caso a família, as ligações de parentesco, a vizinhança;

b) Os grupos de associação a que se adere por afinidade ou comunidade de interesses: clube, sociedade desportiva ou cultural.

Esta divisão não é absoluta, pois os grupos de ócio e de jogo, por exemplo, podem considerar-se simultaneamente como fazendo parte das duas categorias.

Consideramo-los primários porque são os primeiros grupos em que a criança se encontra na aprendizagem da vida social, diversamente dos grupos secundários. No entanto, como os grupos do primeiro tipo subsistem durante toda a vida, seria mais correcto designá-los por «grupos de contacto directo». Um clube, um grupo de amigos, pertencem a esta categoria. As pessoas reúnem-se por motivos de simpatia e para manterem entre si relações imediatas e contactos recíprocos.

[Alain Birou - Dicionário de Ciências Sociais]


GRUPO SECUNDÁRIO

Os grupos secundários são grupos de grande dimensão, mais organizados, menos espontâneos, que os grupos primários. Os contactos entre os membros não se fazem sempre directamente, mas através de uma organização central ou de chefes. O pessoal de uma empresa, os alunos de uma escola, os membros de um sindicato, um regimento, constituem exemplos de grupos secundários.

Além do simples motivo de contactos recíprocos, estes grupos constituem-se para fins utilitários comuns aos membros, por necessidades estranhas à simpatia recíproca que pode resultar desses contactos.

Para o funcionamento correcto da sociedade industrial, estes grupos devem multiplicar-se, por vezes em detrimento dos grupos primários, mais persistentes nas sociedades tradicionais. O conflito entre o meio de trabalho e a família é um exemplo desta oposição possível entre grupos secundários e primários.

[Alain Birou - Dicionário de Ciências Sociais]

 


GRUPO DE REFERÊNCIA

As atitudes, os comportamentos e os valores do indivíduo são condicionados pelo respectivo grupo de pertença (a famíIia, o grupo de amigos, etc), que, desta forma, assume-se também como grupo de referência (grupo-modelo). No entanto, existem situações onde tal relação aparece “distorcida” — é o caso, por exemplo, dos membros das classes altas com ideologias mais radicais.

Assim, é essencial recorrer ao grupo de referência do indivíduo (que pode ser um grupo ou um indivíduo), que não só funciona como fonte de normas, de valores e de atitudes (grupo de referêncla normativo, que pode ser positivo ou negativo, de acordo com a sua (des)valorização), como também permite estabelecer comparações (grupo de referência comparativo, perante o qual o indivíduo percebe o seu grau de privação relativa).

O conflito entre o grupo de pertença e o grupo de referência revela-se, entre outros, nas experiências de mobilidade social, onde o indivíduo, enquanto mantém relações com o grupo de pertença, aceita, simultânea e voluntariamente, as normas e os valores do grupo de referência (muitas vezes em relativa oposição com os do grupo de pertença), adoptando-os como seus através de um processo de socialização antecipada. De salientar que a selecção de grupo de referência exige um conhecimento, entre outros, das normas e da posição do mesmo por parte do indivíduo, cuja identificação, por ser percebida, pode ser confusa ou errónea. 

Silva, S. (2002). Grupo de referência. In Dicionário de Sociologia, Porto: Porto Editora, p. 183

 

 

1.2.2. Colectividades não estruturadas

 

 

 

 

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