ESCOLA SECUND�RIA DE ALBERTO SAMPAIO

Notas de Apoio � Disciplina de Sociologia

 

1.1. DIFICULDADES NA OBSERVAÇÃO SOCIOLÓGICA

 

O NATURALISMO

Consiste em considerar a sociedade como algo natural e as causas dos fen�menos sociais como �naturais�.

As explica��es de tipo �naturalista� descrevem e interpretam o social a partir de aspectos e factores que consideram inerentes � natureza humana, � natureza de um povo, de uma ra�a, de cada um dos sexos ou de uma �rea geogr�fica.

O naturalismo � um obst�culo epistemol�gico, porque n�o permite encontrar a explica��o correcta dos fen�menos sociais, desvirtuando, assim, o conhecimento cient�fico.

A melhor maneira de proceder � ruptura epistemol�gica com o naturalismo � encontrar realidades opostas �s suas explica��es.

O INDIVIDUALISMO

Consiste em considerar o indiv�duo como o �nico elemento de decis�o na ac��o social.

Tende a produzir um tipo de explica��es do que se passa na sociedade como efeito, a n�vel colectivo, de factores que se apreendem ao n�vel do indiv�duo e que se tomam como independentes dos contextos sociais em que os indiv�duos participam.

O individualismo � uma forma de rejei��o do determinismo social.

O individualismo � um obst�culo epistemol�gico, porque n�o permite encontrar a explica��o correcta dos fen�menos sociais, desvirtuando, assim, o conhecimento cient�fico

Para romper com as explica��es de tipo individualista � necess�rio estabelecer tipologias e correla��es entre os fen�menos sociais.

O ETNOCENTRISMO

� uma tend�ncia para julgar tudo em rela��o �s normas e aos comportamentos do grupo social a que se pertence.

Corresponde a uma percep��o da vida e da sociedade matriciada pela cultura do observador; faz da cultura do observador a norma ou a refer�ncia na an�lise de outras realidades sociais.

O etnocentrismo � um obst�culo epistemol�gico, porque as outras sociedades s�o observadas em fun��o da nossa e porque � portador de preconceitos �tnicos, racismo, xenofobia, chauvinismo que s�o manifesta��es de uma vis�o unilateral e deformada da realidade social.

A an�lise objectiva da realidade social exige que nos coloquemos numa perspectiva n�o etnoc�ntrica, abertos a novas formas de agir e de pensar, diferentes das nossas, mas igualmente boas, aceit�veis, certas, adequadas no contexto social em que se inscrevem.

O SENSO COMUM

A recolha de informa��es nas ci�ncias sociais baseia-se em opini�es dos indiv�duos, da� que estas ci�ncias sejam perme�veis �s interpreta��es do senso comum. A realidade social surge, aos olhos da maior parte das pessoas, como mais facilmente explic�vel do que o universo f�sico. Existe, assim, uma �impress�o de evid�ncia� em rela��o �s explica��es do social.

Ao observarmos os fen�menos sociais somos capazes de produzir imediatamente algumas explica��es poss�veis, porque tamb�m n�s somos seres sociais com experi�ncias de vida semelhantes (compreens�o).

O CIENTISTA SOCIAL: OBSERVADOR/OBSERVADO

Por este facto, � f�cil ele deixar-se influenciar por situa��es que lhe s�o familiares, o que dificulta a objectividade. Por exemplo, o soci�logo tem uma fam�lia e, se � pai de fam�lia, �-lhe muito dif�cil n�o contaminar a sua investiga��o com a ideia que tem do seu papel.

 

 

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